A LUTA PELO DIREITO RUDOLF VON IHERING PDF

All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you. Share Transcript Baixar Livos You will be gladto know that right now A luta pelo direito PDF is available on our online library. With our onlineresources, you can find A luta pelo direito or just about any type of ebooks, for any type of product.

Author:Moogulabar Arashihn
Country:Jamaica
Language:English (Spanish)
Genre:Finance
Published (Last):8 December 2006
Pages:375
PDF File Size:12.51 Mb
ePub File Size:10.37 Mb
ISBN:349-6-67329-519-5
Downloads:93770
Price:Free* [*Free Regsitration Required]
Uploader:Akinorg



Formou-se em Direito na Universidade de Berlim, tornando-se livre-docente daquela prestigiada escola aos 25 anos de idade.

Dois anos depois, foi nomeado professor na Basilia, Sua. Morreu em Em , foi chamado a Viena e, em , comeou a lecionar em Gttingen, onde se fixou, declinando ofertas de Ctedras em Berlim, Leipzig e Hcidelberg, preferindo a tranquilidade daquela cidade. Reconhecido em toda a Alemanha como um dos mais profundos pensadores e maiores juristas, sua obra ultrapassou fronteiras, tornando-lhe o nome famoso no mundo inteiro.

Ao contrrio das nossas tradues anteriores, que inte gram esta coleo, Dos delitos e das penas, de Beccaria, e 0 Prncipe, de Maquiavel, a traduo do livro de Rudolf von lhering - A luta pelo direito - apresentou aos tradutores reais difi culdades, a comear pela grafia, como se observa em algumas palavras arcaicas, de certos vocbulos, passando pelo vocabulrio e chegando ao estilo, ora potico, ora precioso.

Tomamos aqui por base a Nesse prefcio, von Ihering faz meno s vrias tradues de seu livro, feitas em todo o mundo, enumerando, entre as duas dezenas delas, a traduo em lngua portuguesa, de Joo Vieira de Arajo, feita no Recife e datada de Analisando vrias dessas tradues, notamos que muitas delas se afastavam bastante do texto original, talvez para adapt-las s peculiaridades do pas em que apareceram.

Como exemplo, podemos citar o nome das antigas moedas alems heller, pfennig, gulden e thaler - que, no texto em ingls, surgem como libras e, no francs, como francos. Ns optamos por conservar os nomes originais. O mesmo acontece com a expresso quadratmeile, cuja traduo milha quadrada e que simplesmente passou a ser quilmetro quadrado ou lgua quadrada nas mencionadas tradues. Procuramos, sempre, em portugus, o vocbulo mais usual, mais conhecido, mas o mais prximo possvel do pensamento do autor.

Nas citaes que Ihering faz de Shakespeare, dO merca dor de Veneza, resolvemos traduzi-las diretamente do texto da pea inglesa, para assim manter-lhe a forma original. O mesmo fizemos em relao a trechos da Bblia e da Odissia , traduzidos diretamente das fontes. A Luta pelo Direito 13 Vocbulos como Jurisprudenz, em alemo, foram traduzidos, por ns, como direito ou por cincia do direito, e Jurist, como advogado ou, s vezes, advogado militante.

O que o autor denomina de direito do Estado, s vezes direito constitucional, e assim por diante. Tendo nascido na pequena cidade de Aurich, estudou Direito, primeiro na famosa cidade universitria de Hedelberg, completando-o em Gttingen e depois em Berlim, em cuja Universidade se graduou. Distinguindo-se entre os colegas, j no curso jurdico, adquiriu tal renome que foi convidado para lecionar na Basilia, Sua, indo depois lecionar, sucessivamente em Kiel , Giessen e, finalmente, em Viena , onde conheceu a famosa escritora, esposa do jurista Aguste von Littrow-Bischoff, falecida em , e a quem dedicou a primeira edio do clebre opsculo A luta pelo direito , que ora traduzimos.

Em Viena, ao mesmo tempo em que lecionava, continuava a redigir o livro O esprito do direito romano nas diversas fases de sua evoluo , obra que, em sua maior parte, fora escrita em Giessen e que, concluda, teve decisiva influncia no direito privado de todos os pases da Europa.

Em , publicado o Cdigo Civil francs e neste percebese aqui e ali a influncia deste sobre lhering, muitos anos mais tarde. Ibering exerceu influncia marcante sobre os juristas das pocas posteriores.

De cunbo eminentemente dogmtico, a repercusso da Escola Conceitualista se fez sentir tambm sobre o pensamento do notvel jurista Hans Kelsen, como se observa pela leitura de sua clssica obra A teoria pura do direito O objetivo que me levou elaborao e publicao dessa obra foi menos a exposio terica de pura teoria jurdica do que a elaborao de uma tese tico-prtica, menos dirigida divulgao cientfica do Direito, do que ao intuito de despertar nos espritos a disposio moral que deve constituir a atuao firme e corajosa do sentimento jurdico.

As numerosas edies que o livrinho recebeu demonstram que o xito inicial no foi devido ao gosto pela novidade, mas convico do grande pblico sobre a correo da concepo bsica nele expressa. Isso reforado pelo reconhecimento do Exterior, demonstrado pelo grande nmero de tradues publicadas do livro. No ano de , foram publicadas as tradues: 1.

Wenzel, Budapest; 2. Lappas, Atenas; 5. E Meydieu, Viena e Paris; 4. Matakiewicz, Lemberg; 8. Hinkovic, primeiramente na Revista Pravo , depois em publicao independente, Agram. No ano de 9. Lalor, Chicago, da qual, nesse meio tempo, se providenciou segunda edio; No ano de Asworth, Londres; No ano de Nas edies posteriores, suprimi a introduo anterior, pois exprimia uma ideia que, pelo espao exguo, que lhe fora reservado, seria de difcil compreenso.

Nem estou bem certo se, na divulgao do trabalho entre leigos, deveriam ser omi- tidos os trabalhos dirigidos especialmente aos juristas, entre os quais sobressai a parte final, referente ao direito romano e a sua moderna teoria. Tivesse eu adivinhado a popularidade que o livro alcanaria e ter-lhe-ia dado, desde o incio, forma diversa, o que no ocorreu, pois ele teve origem numa conferncia destinada a juristas e eu achei que no deveria modific-lo, em sua I concepo original, mas esta determinao no impediu que se divulgasse o referido escrito entre os leigos.

Tambm no fiz nenhuma alterao de fundo nas edies posteriores. Considero a ideia fundamental de meu livro incontestavelmente correta e irrefutvel, de modo que seria suprflua toda palavra destinada a defend-la contra os que a combatem. Se o direito de algum for torpemente desprezado e pisado, no sentiria essa pessoa o irresistvel impulso de defend-lo, pois no est em jogo apenas o objeto desse direito, mas tambm sua prpria pessoa?

Essa pessoa no deve ser auxiliada, nem tenho interesse algum em convenc-la. Nem preciso I que seja um Sandio Pana do direito para ver um D. Quixote naquele que, ao defender seu direito, s tenha em vista um interesse ligado ao bolso.

Para ele no tenho outras palavras seno as que aparecem nos escritos de Kant: Aquele que rasteja como verme, no pode queixar-se de ser pisoteado. Em outra passagem, diz Kant que jogar seu direito sob os ps de outrem, o desprezo da humanidade por si prpria e, aludindo ao nosso dever de dignificar a poro de humanidade que existe em ns, chega mxima: No permita que seu direito seja pisoteado impunemente. O nico mrito que posso reivindicar consiste em que sistematizei fundamentadamente essas ideias e as desenvolvi com preciso.

Interessante contribuio ao meu trabalho foi daa pelo Dr. O enunciado do professor de direito hebreu, na pgina 15, reza: Que diante de teus olhos o objeto do direito seja L Kant, Metaphysische Anfangsgrnde der Tugendlehre, Aufl 2. Kreuznach , S. A Luta pelo Direito 11 igual, quer valha ele um pfennig ou cem gulden. As referncias que meu trabalho recebeu, tanto no mbito nacional como no Exterior, so to extraordinariamente numerosas, que me abstenho de mencion-las uma a uma.

Deixo ao prprio livro que convena o leitor da exatido do pensamento que defendo, limitando-me aqui a dois pedidos queles que se sentem impelidos a contestar-me. Em primeiro lugar, que no deturpem meus pontos de vista, falseando-os, com disputa e controvrsia, lendo o processo e a palavra com m vontade, j que no defendo a luta pelo direito em todos os pleitos, pedindo apenas naqueles em que a agresso ao direito implica igualmente em desprezo pela pessoa.

A transigncia e a conciliao, a doura e o esprito de paz, a comparao e a renncia em fazer prevalecer o direito de outrem, encontram, em minha teoria, o lugar que merecem; em contrapartida, infelizmente, existe a tolerncia agresso ao direito, resultante da covardia, do comodismo e da indolncia.

Em segundo lugar, desejo que aquele que quiser, seriamente, rebater minha teoria, tente contrapor frmula prtica que desenvolvi outra frmula positiva; logo perceber onde deve chegar.

O que dever ento fazer aquele cujo direito for picoteado Nomes de antigas moedas da Alemanha. Vence-me quem conseguir responder a isto, e que afine com a vitoriosa ordem jurdica e com a ideia pessoal da resposta mantida: a quem isso no agradar, s tem por escolha ou me conhecer ou 22 R UDOLF VON I HERING contentar-se com a meia-medida, que a caracterstica de todas as mentes confusas, que desagradam e negam, sem oferecer a prpria opinio.

Espero que isso acontea, pois at agora nem a mais fraca tentativa foi feita nesse sentido. Algumas palavras ainda, por fim, sobre um assunto secundrio, que nada tem a ver com minha teoria como tal, mas com o qual concordo. Trata-se de minha convico a respeito da injustia cometida contra Shylock. O que declarei foi que o juiz deveria reconhecer como vlido o ttulo de Shylock, mas, uma vez reconhecido, depois de prolatada a sentena, no poderia, por desprezvel subter-fgio, frustr-la. O juiz tinha a opo de declarar o ttulo vlido ou invlido.

Essa deciso do juiz seria, conforme Shakespeare, a nica possvel. E por ela optou. Ningum em Veneza duvidava da validade do ttulo: os amigos de Antnio, o prprio Antnio, o doge, o tribunal, todos, enfim, estavam de acordo que o I judeu estava em seu direito.

Ato IV, cena I, doge: Sinto pena de ti. Antnio: - Porque no h nenhum meio legal que possa subtrair-me a teu dio. A Luta pelo Direito 23 I no seu direito, por todos reconhecido, que Shylock solicita o auxlio da justia, e o sbio Daniel, depois de tentar dissu-adir o credor, que clamava por vingana, na concretizao de seu direito, acaba reconhecendo esse mesmo direito.

Agora, proferida a sentena e afastada toda e qualquer dvida sobre o direito do judeu, quando no mais se ousa formular a menor contestao contra a deciso, quando toda a Assembleia, inclusive o doge, se submete palavra da lei, quando o vencedor, plenamente convencido do seu direito, pretende executar aquilo a que a sentena o autoriza, o prprio juiz, que solenemente proclamara esse direito, procura frustr-la com objeo, com uma artimanha to desprezvel e to vil que no merece sequer uma contestao sria.

Por ventura existiria carne sem sangue? Nega-se ao judeu tirar ambos: ele s poder cortar uma libra de carne, sem sangue, e s poder cortar exatamente uma libra, nem mais nem menos.

Teria eu dito demais, por acaso, afirmando que o judeu aqui foi enganado em seu direito? Certamente isso acontece no interesse da humanidade, mas a injustia deixar de ser injustia, se for cometida em nome da humanidade? E se o fim justifica os meios, por que no decidir logo, mas somente aps a sentena? A contestao sobre o que consta aqui e no prprio livro foi defendida, que desde a primeira edio j foi amplamente manifestada, a partir do aparecimento da sexta edio de meu trabalho, em , foi apoiada por dois juristas, em seus pr- prios opsculos.

Um deles A. Pietscher, presidente da Corte Distrital, com o ttulo Jurista e poeta, ensaio sobre o estudo dA luta pelo direito, de Ihering, e O mercador de Veneza, de Shakes- 1 peare, Dessau, Reproduzo, em essncia, o ponto de vista do autor, com suas prprias palavras: Contra um artifcio usa-se artifcio maior. O vilo cai na prpria armadilha.

Com a primeira parte dessa proposio ele devolve minhas prprias palavras; apenas confirmou o que eu disse: que Shylock foi lesado em seu direito por maldade, mas pode o direito usar tal recurso?

Sobre isso o autor ficou devendo uma resposta e eu duvido que, como juiz, ele usasse tal expediente. Quanto segunda parte da proposio, pergunto: quando as leis de Veneza declararam o ttulo vlido, isso tornou I A Luta pelo Direito 25 o judeu um malandro, porque as invocou, e quando assim procedeu teria ele montado uma armadilha, cuja responsabilidade seria dele ou da lei?

Tal deduo no muda a minha opinio, mas at a fortalece. O segundo opsculo, que segue I outro caminho, de Joseph Kohler, professor em Wrzburg, em sua obra: Shakespeare diante do frum da cincia do direito , Wrzburg, Segundo ele, a cena do Mercador de Veneza, no Tribunal, encerra, em si, a quintessncia da ndole e da formao do direito, contendo um saber jurdico mais profundo do que o contido em dez volumes das Pandectas, proporcionando-nos uma viso mais precisa do que todas as obras sobre a histria do direito de Savigny a Ihering p.

Fazemos votos para que parte do mrito fenomenal alcanado por Shakespeare, no campo jurdico, reverta a favor de Colombo, que descobriu esse novo mundo do direito, cuja existncia ficara ignorada at ento pelos crculos jurdicos. De acordo com as normas que regulam a descoberta do tesouro, ao descobridor, ou inventor, caberia a metade do achado e, quando ele lhe atribui um valor inestimvel, dever contentar-se com a recompensa.

Remeto o leitor ao prprio opsculo do autor, para intirarse da imensa quantidade d. Alm do mais, homenagem especial seja feita bela fala de Prcia: O triunfo da conscincia jurdica iluminada sobre a noite sombria que t ento envolvia o mundo do direito, triunfo que se esconde a atrs de razes ilusrias, que recorre mscara da falsa motivao, porque isso indispensvel.

A Prcia e a Sarastro, cujos nomes esto ligados nova cincia do direito, inaugurada pelo autor que acabamos de I citar, devemos acrescentar o doge de Veneza, que, vincula- do at ento aos laos do direito anterior e submetido s foras das trevas e libertado pela palavra redentora de Pr- cia, passa a tomar conscincia da misso histrica universal da qual se acha investido, reparando, integralmente, sua omisso anterior, que o tornara culpado.

Primeiro, declara Shylock culpado de tentativa de homicdio. Embora nisso haja ainda uma certa injustia, essa injustia encontra plena justificativa perante a histria universai. Trata-se de uma contingncia histrica mundial e, ao I incluir este dado em sua obra, Shakespeare superou-se a si; mesmo, como historiador do direito.

Shylock dever ser no s vencido, como tambm punido, o que indispensvel para enaltecer a vitria da nova ideia do direito. Em seguida, condena o judeu a converter-se ao cristianismo. Tambm essa exigncia, em si, contm uma verdade histrica universal.

Condenvel, a nosso ver, essa exigncia, contrria ideia de liberdade de crena, mas que, entretanto, corresponde ao ciclo da histria, que lanou milhares de criaturas nos campos de uma crena, no atravs da palavra do pregador, mas mediante a ameaa do carrasco. So esses os raios acalentadores que o sol do progresso projeta nos 3 - Sarastro, no texto, o mesmo que Zoroastro ou Zaratusta adepto do masdesmo, religio que mostra a luta entre o Bem e o Mal.

EL MISTERIO VELAZQUEZ ELIACER CANSINO PDF

Análise de "A Luta pelo Direito", De Rudolf Von Ihering

Somente a vontade pode dar ao direito o que constitui sua essкncia, — a realidade. Por mais elevadas que sejam as qualidades intelectuais de um povo, se faltam a forзa moral, a energia e a perseveranзa nesse povo, jamais poderб o direito prosperar. O opъsculo, a cuja traduзгo espanhola servem estas pбginas de prefбcio, atrairia sempre, e dignamente, a atenзгo dos leitores pelo seu mйrito intrнnseco e pelo nome ilustre do autor; mas entre nуs, hoje mais que nunca, torna-se oportuna essa leitura, porque pode servir de estнmulo aos espнritos enfraquecidos e corrigir muitas perniciosas aberraзхes da vontade e da inteligкncia. Esta obra й de tal valor que suas liзхes sгo ъteis a todos, porquanto podem entendк-las e aproveitб-las ainda mesmo aqueles que se tenham por filуsofos e jurisconsultos, ou o sejam na realidade, e para a maioria dos leitores que, por ser alheia aos estudos tйcnicos do direito, se inclina a julgar que й incapaz de utilizar-se desta doutrina. Sem proceder como tantos outros que para vulgarizar a ciкncia a profanam e adulteram, Ihering, senhor de si mesmo, expхe originais e profundas reflexхes cientнficas, de modo que qualquer inteligкncia medianamente educada pode acompanhб-lo em todos os seus luminosos raciocнnios.

HELVETICA AND THE NEW YORK CITY SUBWAY SYSTEM PDF

A Luta pelo Direito

.

BY127 DATASHEET PDF

Livro: A Luta Pelo Direito (pdf)

.

SOIL MECHANICS BY K.R.ARORA PDF

A Luta Pelo Direito

.

Related Articles